O Novo Quartel da PM voltou ao centro do debate no Sul da Ilha de Florianópolis, onde moradores e lideranças reforçam a mobilização por uma sede definitiva da 3ª Companhia. A pauta une comunidade, voluntários e autoridades em torno de mais estrutura e presença policial na região.
A comunidade do Sul e Leste da Ilha de Florianópolis reacendeu a esperança de ver concretizada a construção da nova sede da 3ª Companhia da Polícia Militar. Após anos de espera, o projeto, que visa aumentar a segurança na região, volta a ganhar força com o apoio de líderes comunitários e políticos.
A necessidade de uma sede própria para a 3ª Companhia se tornou ainda mais evidente com o crescimento acelerado da região, impulsionado pela expansão do aeroporto Hercílio Luz e a abertura de novas vias de acesso. Atualmente, a Companhia opera em um imóvel alugado, inadequado para atender às crescentes demandas da população.
A área para a construção do novo quartel foi doada pela Prefeitura em 2015, e a doação foi oficializada pela Lei Complementar nº 1.716/2018. O terreno está localizado estrategicamente próximo ao Portal Estacionamento, no entroncamento do acesso ao Sul da Ilha com o aeroporto, garantindo agilidade e eficiência no atendimento policial.
A iniciativa é liderada por Maicon Colombo, Policial Rodoviário Federal conhecido como Maicon Combat, juntamente com as voluntárias Fernanda Vieceli e Bia Kehring,que reuniu um grupo de trabalho com mais de 20 pessoas de diversos bairros da região. O grupo tem se reunido com autoridades em busca de apoio e recursos para o projeto.
Entre as autoridades contatadas estão o então Comandante-Geral da PM, à época em 2023, Coronel Pelozato e o Secretário de Segurança Pública, Coronel Flávio Rogério Pereira Graff, sendo que este último demonstrou apoio à causa. Um ofício também foi encaminhado ao Governador do Estado, Jorginho Mello, aguardando resposta.
O Deputado Estadual Sérgio Motta destinou a primeira emenda parlamentar ao projeto, no valor de R$ 500 mil. A construção está orçada em cerca de R$ 3 milhões e será viabilizada por meio da captação de recursos públicos e parcerias institucionais.
O novo Coronel do 4º BPM, Fernando Vanderlino Vidal, e o Tenente Vinícius De Sá, Comandante da 3ª Cia, também se juntaram à causa, colaborando ativamente na busca por soluções e apoio político.
Entenda: o que é uma Companhia da PM
Na estrutura da Polícia Militar, a companhia é uma fração operacional que organiza o policiamento de uma área específica, subordinada a um batalhão. É ela que distribui viaturas, escalas e efetivo para atender ocorrências, fazer rondas preventivas e manter presença nas ruas do território sob sua responsabilidade.
Ter um local adequado para essa unidade não é detalhe administrativo: influencia o tempo de resposta, o acolhimento da população e as condições de trabalho da tropa. Por isso, discussões sobre um Novo Quartel da PM costumam envolver logística, localização estratégica e planejamento de longo prazo, sempre pensando na cobertura de bairros que crescem e demandam mais atenção.
Por que uma sede própria faz diferença
Unidades que funcionam em imóveis improvisados ou alugados enfrentam limites de espaço, segurança e permanência. Uma sede própria permite planejar vestiários, alojamento, sala de atendimento ao público, guarda de viaturas e armamento em condições adequadas, além de dar estabilidade ao serviço, sem o risco de mudanças forçadas por fim de contrato.
Para o cidadão, isso se traduz em um ponto de referência fixo, mais fácil de localizar e procurar em momentos de necessidade. Instituições com estrutura consolidada também transmitem sensação de permanência e compromisso, o que fortalece a relação de confiança entre a polícia e os moradores do bairro que ela atende no dia a dia.
O peso da mobilização comunitária
Quando moradores, voluntários e lideranças se organizam em torno de uma demanda de segurança, criam um canal permanente de diálogo com o poder público. Grupos de trabalho, reuniões e ofícios documentam a necessidade, mantêm o tema vivo na agenda e ajudam a transformar uma reivindicação em projeto concreto, com etapas, responsáveis e prazos.
Esse tipo de articulação não substitui o Estado, mas o complementa: dá voz a quem vive o dia a dia do bairro e conhece de perto os pontos mais sensíveis. Mobilizações assim costumam ganhar força quando reúnem pessoas de vários bairros em torno de um objetivo comum e mensurável.
Como projetos de segurança são financiados
Obras públicas de segurança costumam depender de mais de uma fonte de recursos. Emendas parlamentares, verbas estaduais e parcerias institucionais podem se somar para viabilizar a construção, cada uma com suas regras de destinação, empenho e prestação de contas. É comum que um projeto avance por etapas, à medida que os valores são confirmados.
No caso de um Novo Quartel da PM, esse desenho costuma combinar doação de terreno, projeto de engenharia e captação gradual de verba até o início efetivo das obras. Entender esse caminho ajuda a comunidade a acompanhar cada fase e a cobrar transparência sobre prazos e execução orçamentária.
Por que importa para o Sul da Ilha
O Sul da Ilha de Florianópolis vive um crescimento populacional e urbano acelerado, com novos loteamentos, fluxo turístico intenso e vias que conectam bairros ao restante da cidade. Esse movimento aumenta a demanda por serviços públicos, e a segurança é um dos mais sentidos pela população que mora e trabalha na região.
Estrutura policial bem posicionada tende a reduzir o tempo de deslocamento até as ocorrências e a ampliar o policiamento preventivo. Para famílias, comerciantes e visitantes, isso significa mais tranquilidade no cotidiano. Por isso, o debate sobre estrutura de segurança na região dialoga diretamente com a qualidade de vida de quem escolheu viver ali.
Do terreno à obra: os próximos passos
Depois de definido o local, projetos como esse avançam por fases previsíveis: projeto arquitetônico, licenciamento, orçamento detalhado, licitação e execução. Cada etapa exige acompanhamento técnico e coordenação entre os órgãos envolvidos, o que explica por que iniciativas de infraestrutura pública raramente saem do papel da noite para o dia.
Nesse percurso, o engajamento contínuo da comunidade costuma ser decisivo para manter a pressão positiva e o assunto em pauta. Acompanhar reuniões, cobrar respostas e celebrar cada conquista intermediária são formas de sustentar a mobilização até que a estrutura definitiva se torne realidade para os moradores da região.
O avanço do Novo Quartel da PM depende de informação pública, acompanhamento e transparência. Moradores que desejam entender competências, canais oficiais e políticas de segurança podem consultar fontes do próprio Estado. Para aprofundar o contexto institucional que cerca o Novo Quartel da PM no Sul da Ilha, acesse Secretaria de Segurança Pública de SC e acompanhe as informações oficiais.
Perguntas frequentes
O que é a 3ª Companhia da Polícia Militar? Uma companhia é uma fração operacional da PM responsável pelo policiamento de uma área determinada, subordinada a um batalhão. Ela organiza rondas, viaturas e efetivo para atender ocorrências e reforçar a presença preventiva no território sob sua responsabilidade.
O que é uma emenda parlamentar? É um instrumento pelo qual deputados e senadores destinam parte do orçamento público a projetos e obras específicos. No caso da segurança, essas emendas podem ajudar a viabilizar construções, equipamentos e melhorias de infraestrutura, seguindo regras de empenho e prestação de contas.
Por que a localização de um quartel é importante? A posição da unidade influencia diretamente o tempo de resposta às ocorrências. Um quartel bem localizado, próximo a vias de acesso e aos bairros atendidos, facilita o deslocamento das viaturas e amplia a cobertura do policiamento preventivo na região.
Como a comunidade pode apoiar projetos de segurança? Participando de reuniões, integrando grupos de trabalho, levando demandas a conselhos comunitários e acompanhando o andamento junto aos órgãos públicos. O engajamento coletivo ajuda a manter o tema na agenda e a cobrar transparência sobre prazos e execução.
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