Entrevista Rádio Mais Alegria sobre defesa pessoal!

Por Fernanda · Publicado em 05/07/2026 · Atualizado em 21/07/2026 · 7 min de leitura

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Entrevista Rádio Mais Alegria sobre defesa pessoal!

A defesa pessoal ganha destaque quando o assunto é a proteção das mulheres em situações de risco. A entrevista na Rádio Mais Alegria colocou o tema em pauta, unindo prevenção, técnicas práticas e um projeto social voltado à comunidade de Florianópolis.

Na última semana do dia 11/2/2026 tive a imensa satisfação de participar de uma entrevista para a Rádio Mais Alegria com a presença de meu amigo e instrutor de jiu-jitsu, Mateus Tortorelli. onde ele explicou sobre as técnicas para defesa pessoal para mulheres aprenderem a se defenderem em situações de riscos.

Foram comentados desde o ciclo “ODDA” de atenção aos ambientes externos, ou seja: Orientar, Observar, Decidir, Agir (em inglês) para prevenção de situações de riscos, até as técnicas de defesas, ´propriamente ditas.

Mencionamos também o nosso projeto social que está em andamento, com o objetivo de expandir as aulas de defesa pessoal para as mulheres de toda nossa comunidade que ainda aguarda os trâmites para entrar em vigor. ☺️💪

Sigo na luta por melhorias à segurança das mulheres, além de jovens de toda a nossa comunidade, firme no combate!

Entenda: o que é defesa pessoal

A defesa pessoal reúne um conjunto de conhecimentos, atitudes e técnicas que ajudam uma pessoa a preservar a própria integridade diante de uma ameaça. Mais do que golpes, ela envolve percepção do ambiente, controle emocional e a capacidade de tomar decisões rápidas sob pressão. Muitas modalidades, como o jiu-jitsu, oferecem fundamentos aplicáveis a esse objetivo, priorizando o uso da alavanca e do posicionamento em vez da força bruta.

O aprendizado costuma combinar teoria e prática: entender como agressores agem, reconhecer sinais de risco e treinar respostas simples e eficazes. O foco não é o confronto, e sim a proteção e, sempre que possível, a fuga segura para longe do perigo.

O ciclo de atenção ao ambiente

Um dos pilares apresentados no bate-papo foi a atenção constante ao ambiente ao redor. Ciclos de decisão como o citado na entrevista — observar, orientar-se, decidir e agir — sistematizam algo que muita gente faz de forma intuitiva: perceber o que está acontecendo, interpretar a situação e escolher a melhor resposta antes que um risco se concretize.

Essa lógica de antecipação é valiosa porque a maioria dos incidentes dá sinais prévios. Manter-se atento à rua, evitar distrações como o celular em locais isolados e confiar na intuição são hábitos que reduzem a vulnerabilidade. A prevenção, nesse sentido, é a primeira e mais importante camada de qualquer estratégia de proteção pessoal.

A rádio como aliada da conscientização

Levar o tema para uma emissora de rádio amplia o alcance da mensagem e aproxima o assunto do dia a dia das famílias. O rádio segue sendo um meio popular e acessível, presente em casas, carros e comércios, capaz de dialogar com públicos que nem sempre acompanham redes sociais. Por isso, entrevistas sobre segurança encontram nesse formato um canal poderoso de educação preventiva.

Conversas assim ajudam a desmistificar a defesa pessoal, mostrando que ela não é privilégio de atletas nem depende de força física excepcional. Ao ouvir explicações claras de quem entende do assunto, o ouvinte passa a enxergar atitudes simples que pode adotar imediatamente para se proteger melhor.

Defesa pessoal para mulheres em foco

Quando o recorte é a segurança feminina, a defesa pessoal ganha camadas específicas. Mulheres enfrentam riscos particulares no espaço público e privado, e treinar respostas voltadas a esses cenários faz diferença. Técnicas que exploram o desequilíbrio do agressor e a criação de distância permitem que uma pessoa fisicamente mais leve reaja com eficiência a um oponente mais forte.

Além do aspecto físico, o treino trabalha a autoconfiança. Saber reagir muda a postura corporal, e uma postura firme, por si só, já desestimula muitas abordagens. Por isso, iniciativas que ensinam mulheres a se defender vão muito além do tatame: fortalecem a autonomia e o senso de segurança no cotidiano.

Por que importa para a comunidade

A segurança das mulheres é uma pauta que atravessa toda a sociedade e diz respeito ao direito de ir e vir com tranquilidade. Quando o conhecimento sobre defesa pessoal chega a bairros e comunidades, ele deixa de ser um recurso restrito e vira ferramenta coletiva de proteção. Cada pessoa que aprende a se cuidar também influencia amigas, filhas e vizinhas.

Em Florianópolis, como em qualquer cidade, ações de conscientização somam-se ao trabalho das forças de segurança e das políticas públicas. Não substituem o Estado, mas complementam a rede de proteção ao empoderar o cidadão comum. É esse efeito multiplicador que torna entrevistas e projetos educativos tão relevantes para o bem-estar local.

Projetos sociais e o acesso ao treinamento

Levar a defesa pessoal para quem normalmente não teria acesso a academias ou instrutores é uma das formas mais eficazes de ampliar o impacto social do tema. Projetos comunitários costumam oferecer aulas gratuitas ou de baixo custo, aproximando o aprendizado de escolas, associações de bairro e grupos de mulheres. Assim, o conhecimento circula onde é mais necessário.

Iniciativas desse tipo geralmente dependem de parcerias, cessão de espaços e trabalho voluntário de instrutores dispostos a compartilhar sua experiência. Ainda que exijam trâmites e planejamento até saírem do papel, esses projetos plantam uma semente duradoura: comunidades mais preparadas, mais unidas e mais atentas à própria segurança.

Fortalecer a defesa pessoal feminina é também uma questão de política pública e cidadania. Quem deseja se aprofundar em direitos, canais de denúncia e programas voltados às mulheres pode consultar informações oficiais em Ministério das Mulheres. A defesa pessoal, aliada a esse suporte institucional, compõe uma rede mais sólida de proteção para toda a comunidade.

Perguntas frequentes

O que é o ciclo de percepção usado na defesa pessoal? É um método de atenção ao ambiente que envolve observar o entorno, interpretar a situação, decidir a melhor ação e agir. O objetivo é antecipar riscos e reagir antes que uma ameaça se concretize, priorizando sempre a prevenção.

Preciso ter força física para aprender defesa pessoal? Não. Boa parte das técnicas se baseia em alavanca, equilíbrio e posicionamento, e não em força bruta. Por isso, pessoas de qualquer porte físico podem aprender a se proteger, inclusive diante de agressores mais fortes.

A defesa pessoal serve para enfrentar o agressor? O foco não é o confronto, e sim a proteção. Sempre que possível, a orientação é evitar o embate e buscar uma saída segura. As técnicas existem para criar distância e permitir a fuga em último caso.

Como projetos sociais ajudam a difundir a defesa pessoal? Eles levam aulas gratuitas ou de baixo custo a bairros, escolas e grupos que normalmente não teriam acesso. Assim, ampliam o alcance do conhecimento e fortalecem a autonomia e a segurança da comunidade.

Leia também: Entrevista com Cineasta e Produtor João Roni · Entrevista com Dany Novaes no BoraTalk com Elas.

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Maicon Combat

Maicon Combat

Agente de segurança pública, instrutor de defesa pessoal e criador de aplicativos cívicos. Escreve sobre segurança, trânsito e comunidade em Florianópolis.

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