Mais um aviso de que Armação e Pântano do Sul podem ficar sem sinal, agora nesta quarta-feira (21). Quem mora na ponta da Ilha já conhece o roteiro: chega o comunicado, o roteador pisca vermelho e o bairro inteiro se vira como dá. A falta de internet Pântano do Sul não é só um incômodo de quem quer ver série; é o comércio sem maquininha, a pousada sem reserva, o pescador sem previsão do tempo e o morador sem o aplicativo do ônibus.
Eu trato isso como pauta de infraestrutura, do mesmo jeito que trato buraco na Rodovia Francisco Thomaz dos Santos ou poste apagado. Em 2026, conexão é serviço essencial. E o Sul da Ilha paga um preço que o Centro não paga: quase tudo chega por um único caminho, pela beira da estrada, e qualquer intervenção nessa linha desliga uma região inteira de uma vez.
Por que a internet no Pântano do Sul cai junto com a obra
O problema de fundo é a falta de redundância. Quando a rede de um bairro depende de um trecho só de cabo e de poste, qualquer manutenção programada, troca de estrutura ou acidente na via vira apagão digital. Aviso prévio é o mínimo, e é bom que a operadora avise. Mas avisar não resolve: o que resolve é ter um segundo caminho pra fibra chegar e a prefeitura cobrar isso na hora de autorizar obra em via pública e uso de poste.
Tem ainda o lado da segurança, que é a minha área no CONSEG. Hoje câmera de rua, alarme de loja e muita chamada de emergência passam pela internet. Fica um recado prático pra quarta: telefone celular e o 190 continuam funcionando normalmente, então quem precisar de polícia ou SAMU não depende do Wi-Fi. Vale deixar isso combinado em casa e no comércio antes de o sinal cair.
O que dá pra cobrar desde já
Três coisas simples. Primeiro, que todo serviço que derrube a conexão de um bairro seja comunicado com antecedência e horário fechado, não “pode ficar sem”. Segundo, que a Prefeitura mapeie quais bairros têm rota única de fibra e exija plano de contingência das operadoras que usam a estrutura pública. Terceiro, que o Sul da Ilha entre de vez no planejamento de infraestrutura digital, e não só na temporada, quando o turista reclama. Se cair na quarta, a gente aguenta mais um dia. O que não dá é aceitar que isso seja o normal.
via Agora Floripa
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